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domingo, 18 de junho de 2017

Novos ônibus da Blumob, a Piracicabana de Blumenau, devem começar a circular no dia 1º de julho

A chegada dos novos ônibus da Blumob, pertencente a Constantino Oliveira, em Blumenau, Santa Catarina, está adiantada e as operações da companhia podem começar já no dia 1º de julho, antes mesmo do dia 18, prazo anunciado inicialmente pela prefeitura.
Jhonatan Trevisan
Termina no dia 17, o prazo do terceiro contrato emergencial firmado entre o município e a Viação Piracicabana, também de Constantino.
Por ter sido a única concorrente no processo de licitação, a Viação Piracicabana, que opera emergencialmente na cidade, conseguiu o maior preço de tarifa: R$ 3,90. Todos os reajustes serão aplicados sempre nos dias 1º de dezembro.
O valor pago pela outorga foi o menor: R$ 5 milhões.
Para operar, a Piracicabana teve de constituir a SPE – Sociedade de Propósito Específico BluMob Concessionária de Transporte Urbano de Blumenau.
A Piracicabana assumiu os serviços emergencialmente, em 1º de fevereiro de 2016, por convite público depois de a prefeitura de Blumenau ter descredenciado as empresas que formavam o Consórcio Siga: Coletivo Rodovel, Viação Verde Vale e Nossa Senhora da Glória.
O poder público alegou que as antigas empresas descumpriram diversos pontos do contrato de concessão e com a falta de pagamento aos funcionários, que ocasionou diversas greves, a permanência das empresas ficou insustentável.
As empresas descredenciadas disseram na época que estavam com a remuneração desatualizada e que a prefeitura não cumpriu cláusulas de correção dos valores.
O contrato com a Blumob foi assinado em abril de 2017 e é de 20 anos.
Pelo contrato, a companhia deve começar a operar com 104 ônibus zero quilômetro, mas a estimativa é que este número seja um pouco maior já nos primeiros dias de prestação de serviços. Ao todo, a Blumob deve ter 246 veículos, sendo quatro vans para atendimento a pessoas com mobilidade reduzida. Uma frota de 226 ônibus deve estar escalada para operação e 20 serão reservas.
Os ônibus mais antigos que ainda serão mantidos nesta fase inicial devem ser pintados de prata, a nova padronização visual dos transportes na cidade.
Toda a frota deve ser trocada gradualmente em três anos.
Os ônibus de linhas troncais, trucados de 15 metros, terão idade máxima permitida de 12 anos e os ônibus convencionais de oito anos.
Até julho do ano que vem, todos os ônibus devem contar com GPS, sendo que os primeiros veículos a receberem o dispositivo, serão os das linhas troncais.
A Viação Piracicabana, fundada em 1937 em Piracicaba, interior de São Paulo, hoje é uma das maiores empresas de ônibus do país.
Além de linhas rodoviárias em São Paulo e serviços de fretamento, a Viação Piracicabana opera em Santos, Praia Grande, Cubatão, São Roque; no Estado de São Paulo, Uberaba, em Minas Gerais, e no Distrito Federal. Ela pertence ao grupo Comporte, de Constantino Oliveira, fundador da Gol Linhas Aéras, que além de operar o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos entre Santos e São Vicente, reúne diversas empresas de ônibus com uma frota aproximada de 7 mil veículos. O grupo conta também com transportadora de cargas e revendedoras e locadoras de veículos. São 17 mil funcionários diretos.
“A Comporte Participações S.A. iniciou suas atividades em 10 de junho de 2002, tendo como finalidade unificar a gestão das empresas que participa ou controla, além de maximizar e consolidar os benefícios decorrentes dessa unificação.  Atua como uma companhia de capital fechado, participando como sócia ou acionista em empresas que atuam em diversos segmentos de mercado, destacando-se principalmente: Transporte Rodoviário de Passageiros e Cargas; Empreendimentos Imobiliários e Transporte de Passageiros na modalidade de Táxi Aéreo, com a Global Taxi Aéreo”
Grupo Comporte tem as seguintes empresas de transportes de passageiros (sujeito a alterações): Breda Transportes e Serviços S/A., BR Mobilidade Baixada Santista S/A – SPE, Empresa Auto Ônibus Manoel Rodrigues S/A., Empresa Cruz de Transportes Ltda., Empresa Princesa do Norte S/A., Expresso Maringá do Vale S/A., Expresso União Ltda.,  Turb – Transporte Urbano S/A., Viação Luwasa Ltda., Blubmob; Viação São Paulo São Pedro Ltda., Viação Piracicabana Ltda.. O Grupo Comporte também é sócio, ligado ou controlador em conjunto da Cidade Verde Transp. Rodov. Ltda. – Controladora em Conjunto, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha S/A, – Controlada em conjunto, Expresso Caxiense S/A – Controlada em conjunto, Expresso Itamarati S/A – Controlada em conjunto, Expresso Kaiowa S/A – Controlada em conjunto; Expresso Maringá Ltda. – Controlada em conjunto, Transp. Coletivo Cidade Canção Ltda.-  Controlada em conjunto, Transp. Coletivo de Rolândia Ltda. – Controlada em conjunto, – Transp. Coletivo Grande Bauru Ltda. – Controlada em conjunto, Transp. Coletivo Grande Londrina Ltda. Controlada em conjunto, Tua Transp. Urbano Arapongas Ltda. –  Ligada, Viação Apucarana Ltda. Controlada em conjunto.
De Adamo Bazani
Diário do Transporte

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Ônibus circulam normalmente nesta terça-feira em Blumenau

A decisão aconteceu no final da manhã desta segunda-feira, 01. Os trabalhadores do transporte coletivo, que faziam sua confraternização pelo dia do trabalhador, aproveitaram para analisar o recuo da Prefeitura no que diz respeito ao projeto de lei que envolve os cobradores.
Foto: Marcelo Martins / SECOM Prefeitura de Blumenau
Como o Informe trouxe em primeira mão na sexta-feira, 28, a administração tucana resolveu voltar atrás no projeto dela mesmo, que trazia nova redação para a lei sobre a catraca eletrônica, com impactos na geração em empregos.
Sendo assim, a primeira greve na gestão da Viação Piracicabana, prevista para esta terça-feira, foi evitada.
Informações: Informe Blumenau

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Blumenau-SC. um ano depois do rompimento do contrato, Siga ainda tenta retomar o transporte coletivo

De volta das primeiras férias tiradas desde que assumiu a prefeitura de Blumenau, em 2013, Napoleão Bernardes (PSDB) retoma nesta segunda-feira as atividades em uma data simbólica.
Pedro Machado: um ano depois do rompimento do contrato, Siga ainda tenta retomar o transporte coletivo Gilmar de Souza/Agencia RBS
Foto: Gilmar de Souza / Agencia RBS
Há exatamente um ano o prefeito fazia o anúncio mais delicado de seu mandato até agora: o rompimento do contrato de concessão do transporte coletivo com o Siga, consórcio formado pelas empresas Nossa Senhora da Glória, Rodovel e Verde Vale e responsável pelo serviço desde 2007. No papel, a decisão foi motivada pelo suposto descumprimento de cláusulas contratuais. Mas foram as frequentes greves de trabalhadores, causadas por atrasos de salários, que justificaram a medida.
Doze meses depois uma nova licitação está em curso. O prazo para o envio de propostas termina no dia 30, mesma data em que os envelopes serão abertos. Apesar de caminhar para um desfecho, o caso ainda corre o risco de sofrer uma reviravolta. O Siga questiona na Justiça supostas irregularidades no processo administrativo que culminou com o rompimento do contrato.
Uma eventual vitória judicial faria com que a situação voltasse à fase do processo, e uma nova análise seria feita. Como efeito cascata, isso poderia anular o decreto que resultou na caducidade, devolvendo aos antigos operadores o direito de explorar o serviço e colocando um ponto de interrogação no atual processo licitatório.
São dois os maiores questionamentos do Siga. O primeiro é de que a insolvência financeira do consórcio ocorreu em função de defasagens tarifárias. Ou seja, o preço cobrado ao passageiro final era menor do que os custos necessários para a operação. A outra é que o processo administrativo que colocou um ponto final no contrato teria ferido o princípio constitucional do contraditório e da ampla defesa.
– Não foi oportunizada ao consórcio e às empresas a produção das provas. É um processo viciado – argumenta o advogado Nilson dos Santos.
Segundo ele, o Siga havia solicitado a realização de perícias e o colhimento de depoimentos de testemunhas, o que não teria ocorrido.
Prefeitura deu todas as oportunidades, diz procurador-geral
O procurador-geral do município, Rodrigo Jansen, garante que os antigos concessionários tiveram tempo e oportunidades de produzir todas as provas necessárias. O consórcio e as empresas, inclusive, foram notificados sobre supostas irregularidades contratuais em vários momentos e intimados a apresentar um plano de reestruturação e viabilidade financeira.
– As provas reunidas eram mais do que suficientes para declarar a caducidade e nós estamos seguros quanto a isso – rebate Jansen.
Em primeiro grau, o pedido de liminar interposto pelo Siga foi negado em decisão proferida em 29 de fevereiro passado pelo juiz João Baptista Vieira Sell, da 1ª Vara da Fazenda, Acidentes do Trabalho e Registros Públicos. O magistrado entendeu que não houve ilegalidade no decreto de caducidade.
O consórcio recorreu e aguarda o julgamento de um agravo de instrumento por parte do Tribunal de Justiça que, se favorável, pode mudar o rumo do caso. Em parelelo, a defesa estuda alguma medida que poderia suspender a atual licitação até que este recurso seja apreciado.
Só a Verde Vale continua operando
Das três empresas que formavam o Siga, apenas a Verde Vale continua operando algumas linhas intermunicipais entre Blumenau, Gaspar e Ilhota. Glória e Rodovel estão inativas e com vários bens e imóveis alienados, mas não há situação iminente de falência, diz Santos. Apesar de descapitalizadas e sem mão de obra e frota suficientes, o advogado garante que ainda existe o interesse das companhias em retomar a operação na cidade.
Para isso, além de uma vitória judicial, as empresas precisariam de “um tempo para readquirir a capacidade operacional” e possivelmente reivindicariam do poder público benefícios que hoje são concedidos à Piracicabana. Em caso de derrota na Justiça, Santos admite que o Siga deve pedir indenização à prefeitura.
O advogado não sabe precisar o tamanho do passivo do consórcio hoje em dia. Centenas de ações movidas por ex-funcionários correm na Justiça do Trabalho de Blumenau. O presidente do sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo (Sindetranscol), Pradelino Moreira da Silva, calcula que apenas a dívida trabalhista gire em torno de R$ 26 milhões.
Empresas pediram benefícios semelhantes aos da Piracicabana
A coluna não conseguiu contato com nenhum representante da Verde Vale, mas conversou com antigos integrantes do Siga. Valdeci da Roza, da Rodovel, ainda se mostra abatido com a situação e é cuidadoso ao comentar o imbróglio:
– Prefiro aguardar uma decisão da Justiça.
Um dos sócios da Glória, Humberto Sackl, o Betinho, rechaça qualquer acusação de falhas de gestão, levantadas quando houve a caducidade do contrato, e reforça que as dificuldades financeiras da empresa e do Consórcio ocorreram em função do arrocho tarifário:
– Eu faço a operação, não a gestão. Quem fez a má gestão foi a prefeitura.
O empresário também questiona os benefícios concedidos pelo poder público à Piracicabana, isenta de despesas que envolvem, por exemplo, a manutenção dos terminais e estações de pré-embarque. A empresa também estaria rodando com uma frota menor do que a do Siga, o que gera economia com mão de obra e combustível, além de ter iniciado a operação já com um reajuste tarifário. De acordo com Betinho, o Siga pediu vantagens semelhantes no passado, que não foram atendidas.
O presidente do Seterb, Carlos Lange, lembra que a prefeitura chegou a isentar as empresas de recolher ISS em junho de 2013. Com relação aos benefícios concedidos à Piracicabana, alega que são casos distintos:
– Não dá para comparar um contrato decorrente de uma licitação com um contrato emergencial. O edital previa as condições em que o negócio seria realizado.
A excepcionalidade do caso, principalmente por se tratar de um serviço essencial à população, justificaria as “facilidades” concedidas à Piracicabana.
De Pedro Machado. Informações: Jornal de Santa Catarina

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Transporte coletivo de Blumenau terá novo contrato emergencial, com tarifa reajustada

Não.  Não há novidade no título acima e, até provem em contrário, irregularidade alguma no momento que vive o transporte coletivo de Blumenau.
Foto: Fabrício Theophilo / Informe Blumenau
Mas a informação é simbólica. E sintomática dos desdobramentos da mais grave crise no sistema já vivido na cidade.
Nesta quarta-feira, 18,  o prefeito em exercício, Mário Hildebrandt (PSB), assina um novo contrato emergencial com a Viação Piracicabana e no dia 21, sexta, acontece o reajuste da tarifa para R$ 3,85, 20 centavos a mais. O contrato emergencial é o terceiro desde aquele assinado por Napoleão Bernardes (PSDB) no dia 25 de janeiro de 2016, dois dias depois de decretar a caducidade do Consórcio Siga.
A Piracicabana, até então desconhecida da população, foi escolhida para operar o sistema,  com uma tarifa reajustada dias antes. Por força do contrato com o Siga, a Prefeitura reajustou a passagem para R$ 3,65, mesmo com o péssimo serviço prestado e a decisão já tomada de refazer o edital de licitação do transporte coletivo.
Deram para a Piracicabana o reajuste que o Siga mereceria por força de lei, caso estivesse prestando um serviço adequado.
No começo foi aquele caos que todos lembram. Esperado e alertado, diga-se de passagem. Mas foi um caos.
Hoje o serviço melhorou muito na relação com o começo da operação, mas ainda é deficiente. E sem algumas exigências que as três empresas do Consórcio eram obrigadas a cumprir, e no caso, gastar.
Não tinha justificativa em janeiro de 2016 e não existe agora. O serviço prestado não condiz com aumento de tarifa.
Mas a Prefeitura optou em dar, assim como fez há um  ano.
O Grupo Comporte, da família Constantino, que tem a Piracicabana como uma das empresas, tem tudo para vencer a licitação em Blumenau, cujo prazo para inscrição de propostas encerra-se no dia 30. Ou seja, ganha um novo contrato, com valores reajustados  e ainda pode vencer a licitação e ficar na cidade por pelo menos duas décadas.
Sinceramente, gostaria de ver a Prefeitura mais preocupada com os usuários do que com a Piracicabana.
De Alexandre Gonsalves
Informações: Informe Blumenau

domingo, 10 de julho de 2016

Piracicabana fica pelo menos mais seis meses em Blumenau

A Viação Piracicabana ficará mais seis meses em Blumenau. Como era esperado, o contrato emergencial com a empresa será renovado pela Prefeitura, até porque a licitação para escolher o futuro prestador do serviço ainda vai demorar mais um pouco.
Foto: Marcelo Martins / SECOM Prefeitura de Blumenau
Foto: Marcelo Martins / SECOM Prefeitura de Blumenau
O contrato emergencial encerra no dia 25.
Não há novidade em nenhuma das duas informações acima, mas são fatos e portanto devem ser divulgados e a RICTV Record confirmou no Jornal do Meio Dia desta sexta-feira, 08, pela Danubia de Souza, que conversou com com Caio Silveira, procurador jurídico do Seterb. Ele não divulgou quando o edital será lançado. Por enquanto ainda está em análise pelo Tribunal de Contas do Estado, que já sugeriu algumas mudanças.
É inegável que a Piracicabana melhorou bastante o serviço, nem sombra dos meses de fevereiro e março, de triste lembrraça. Mas ainda não é o que a população precisa e merece.
Mas tem o desconto de ser provisório. Apesar de eu ter quase certeza que será um provisório duradouro, talvez 20 anos, tempo previsto no edital de licitação.
Informações: Informe Blumenau

terça-feira, 22 de março de 2016

Licitação do novo transporte coletivo de Blumenau. Mais do mesmo?

Desde a declaração da caducidade do Consócio Siga, o prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) tem falado que a construção do edital de licitação para a nova operação do transporte coletivo de Blumenau pode ser uma “janela de oportunidades” para prestar um serviço de melhor qualidade à população.
Também disse que a frota seria de ônibus novos.
Pela fala do coordenador da comissão que está construindo o edital, Caio Silveira, procurador jurídico do Seterb, talvez não seja assim.
Em entrevista nesta terça-feira pela manhã para o PC, na rádio Nereu Ramos, Caio disse que dificilmente teremos uma frota 100% nova. Falou que não existe no mercado 250, 300 ônibus 0 KM disponíveis para a compra e que a proposta de renovação será parcial. Alguns seriam novos e outros com uma idade da frota baixa, em torno de 2 anos.
Lembrando que nesta quarta-feira acontece a primeira e única audiência pública, promovida pela Prefeitura, onde as pessoas poderão se manifestar sobre o edital. Será a partir das 19h30, no Eisenbahn Biergarten.
Tem uma outra prevista para depois da análise do Tribunal de Contas do Estado, mas esta é apenas para esclarecimentos. O Pode Público também promete fazer reuniões com grupos organizados da sociedade, consulta em terminais e pela Internet.
Pelo que entendi da entrevista do coordenador da Comissão, a janela de oportunidades visualizada pelo prefeito tem tudo para se mais do mesmo. Caio garantiu que não estão sendo debatidos outros modais de transporte e alternativas diferenciadas.
Ele disse que o objetivo do edital é “garantir mais qualidade” para o serviço. “O papel aceita tudo, você pode estipular uma série de exigências”, “é fundamental a fiscalização, o cumprimento de cláusulas contratuais, a aplicação de multas, escolher prestador de forma muito criteriosa, levando em conta a capacidade econômica e operacional da empresa selecionada”, foram algumas das frases usadas pelo representante do Seterb na rádio Nereu.
Juro que pensei que isso já acontecesse. Pelo menos deveria.
Caio praticamente descartou a possibilidade de não se ter mais cobradores e também de veículos com ar condicionado.

Foto: Marcelo Martins / SECOM Prefeitura de Blumenau
Foto: Marcelo Martins / SECOM Prefeitura de Blumenau

Foto: Marcelo Martins / SECOM Prefeitura de Blumenau
“Temos que viabilizar concessão, não vale a pena colocar dificuldades que impeçam interessados”,  falou.
Sobre uma eventual participação da Rodovel e Verde Vale no edital, há um processo administrativo na Prefeitura para ver a “idoneidade” das empresas que formavam o Consórcio Siga. Dificilmente terão o aval.
O modelo do edital já é conhecido, será por “outorga” como já foi em 2007 com o Siga. O valor absorvido pela Piracicabana dos créditos já pagos pelos usuários ao Consórcio estarão previstos no edital.
Caio Silveira também afirmou o que o Informe Blumenau vem dizendo a algum tempo. Não teremos uma novos ônibus circulando antes da eleição. No máximo, o vencedor já será conhecido.
Qual o peso terá no processo eleitoral de Blumenau?
Informações: Informe Blumenau

sexta-feira, 4 de março de 2016

Nova tabela de ônibus em Blumenau a partir de segunda-feira

Uma das medidas  determinadas pelo Ministério Público no Termo de Ajustamento de Conduta assinado na última segunda-feira, 29, foi divulgada na tarde desta sexta-feira, 4, e começa a valer segunda-feira, 7.
É a nova tabela de horários e itinerários  que a Viação Piracicaba terá que cumprir. 220 ônibus da frota de 240 terão que circular.A tabela foi elaborada pelo Seterb, apresentada e aprovada pelo promotor público Odair Tramontin, buscando ficar o mais próximo possível do que circulava antes dos problemas apresentados pelo Consórcio Siga.
Foto: Marcelo Martins / SECOM Prefeitura de Blumenau
Foto: Marcelo Martins / SECOM Prefeitura de Blumenau
Foto: Marcelo Martins / SECOM Prefeitura de Blumenau
Com a ressalva que os veículos da Piracicabana são menores, para uma escala um pouco menor também. Ou seja, os problemas tendem a diminuir, mas não se esgotar. Afinal, é uma situação emergencial.
Para saber da escala, tem que ir no link horário de ônibus do Seterb
Mudanças
Algumas linhas sofrerão mudanças temporárias, de acordo com a Prefeitura. São elas:
As linhas 103 – Itoupava Rega e 105 – Divisa Massaranduba, que serão atendidas pela linha 104 – Vila Itoupava.
A linha 157 – Ilha do Salto será atendida pela linha 155 – Badenfurt e a linha 212 – Cidadão I será atendida pela linha 422 – Rua Brusque.
A linha 307 – Francisco Becker não irá operar. Como opção alternativa, os usuários desta linha poderão utilizar o Troncal 31 – Via Rua dos Caçadores ou seguir até o Terminal Velha.
Informações: Informe Blumenau

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Em Blumenau, Nova empresa de ônibus começa a operar

Tudo indica que a Viação Piracicabana fez um negócio da China com o contrato emergencial do transporte coletivo em Blumenau.

Vai cobrar R$ 3,65 pela viagem, preço recém-reajustado e nunca cobrado pelo Consórcio Siga. Não vai precisar manter terminais e estações de pré-embarque, que passam para responsabilidade da prefeitura. Segundo um diretor do Siga, essa manutenção custava cerca de R$ 350 mil por mês.

A Piracicabana está contratando os funcionários pelo piso da categoria e sabemos que muitos tinham salários bem maiores nas empresas do Siga. Também ganhou da prefeitura espaço para abrigar os ônibus que não cabem na garagem da Penha. Isso sem falar do fato de ser uma empresa de atuação nacional que, provavelmente, consegue descontos maiores que o Siga para comprar insumos como óleo, diesel e pneus.

Ou seja, o custo de operação do sistema emergencial é menor que na época do consórcio Siga e, por isso mesmo, tem muita gente nas redes sociais sugerindo que o preço antigo seja mantido durante os seis meses do contrato.

É claro que não podemos desconsiderar o investimento que a empresa fez para implantar o sistema emergencial na cidade. Adaptar e trazer mais de 200 ônibus de São Paulo para Blumenau, contratar pessoal e garantir uma estrutura mínima para a operação têm seu preço. Mesmo assim, vale a reflexão. Especialmente para nortear a elaboração do edital de licitação para a concessão do serviço.

Informações: O Sol Diário

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Piracicabana é a nova empresa responsável pelo transporte coletivo em Blumenau

Ontem foi o primeiro dia útil depois do prefeito Napoleão Bernardes ter declarado a caducidade do consórcio Siga. O fim da tarde desta segunda-feira (25) foi marcado pela assinatura do contrato com uma nova empresa, e a escolhida é a Piracicabana, que é parte do Grupo Comporte do Brasil. A companhia tem uma holding que controla diversas empresas, entre elas uma bem próxima de Blumenau, a Nossa Senhora da Penha.
O grupo atua com a concessão de transporte público em 17 cidades. São ao todo, 17 mil trabalhadores e uma frota de 7.500 veículos de transporte, 50% deles são ônibus urbanos, e a outra metade veículos de transporte rodoviário.
Na coletiva de imprensa desta tarde o prefeito Napoleão Bernardes destacou que a tarifa de ônibus que será reajustada nesta semana está mantida, a passagem será de R$ 3,65.
A frota de ônibus usada pela empresa está vindo de São Paulo para Blumenau. No dia primeiro de fevereiro quando a operação deve iniciar, estão previstos 195 veículos, mais do que os 160 que que circularam por Blumenau na semana passada. Mas o número deve subir mais, até o fim do mês serão ao todo 240 ônibus, e destes, 172 adequados aos critérios de acessibilidade. A idade média da frota é de 6 anos (no Siga, a idade média eram 12 anos).
Mauricio Queiroz, Diretor Jurídico do Grupo Comporte do Brasil, pediu paciência da população nos primeiros 10 dias de fevereiro, já que a empresa estará se adequando a cidade, mas após isso, segundo ele, estarão muito próximos do satisfatório. Queiroz enfatizou ainda que o mercado de transporte coletivo de Blumenau é extremamente atrativo. Quem assumirá a direção da operação por aqui será Mauricio Garotti, que já trabalhou em pelo menos outras duas cidades pelo grupo.
Os empresários não estão vindo para ajudar Blumenau prestar favores: querem ganhar dinheiro! E se fizerem isso cumprindo com as questões trabalhistas dos trabalhadores, oferecendo uma frota adequada e atendendo a comunidade da forma que ela merece, não há problema algum!
Durante esta semana a nova empresa e a prefeitura precisam afinar as questões operacionais como: garagens, cartões de embarque, os créditos dos passageiros, funcionários, e tantos outros detalhes. Poucos dias para muita coisa, alguém do alto escalão da prefeitura descreveu como “uma operação de guerra”, e é mesmo!
Informações: Informe Blumenau

sábado, 23 de janeiro de 2016

Blumenau-SC. Prefeito Napoleão Bernardes decreta o fim do Consórcio Siga

Na entrevista coletiva concedida na manhã deste sábado, 23,  o prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) fez o que a comunidade esperava dele. Se vai dar certo, são outros quinhentos.
Divulgação

O prefeito, após concluir todas etapas jurídicas, burocráticas e de prospecção, decidiu pela caducidade da licitação do Consórcio Siga e das três empresas que fazem parte: Rodovel, Verde Vale e Glória. A partir da zero hora de domingo o serviço de transporte coletivo, um serviço público, passa pela maior ruptura de que se tem história.
No dia primeiro de fevereiro uma nova empresa deve estar operando na cidade, em caráter emergencial, por seis meses, prorrogáveis por outros seis, até ser feita nova licitação. Ela trará cerca de 240 ônibus e absorverá, prioritariamente, a mão de obra atual.
A Prefeitura já definiu quem fará o serviço, mas preferiu não abrir o jogo.
A definição sobre o desligamento e a recontratação dos trabalhadores fica para segunda e terça-feira, depois da assinatura do contrato com a nova empresa e a notificação oficial para todas as partes envolvidas, no caso o sindicato, Glória, Rodovel e Verde Vale.
Legalmente Blumenau ficará sem transporte coletivo a partir deste domingo, mas é possível que já neste sábado eles deixem de circular, assim que as empresas sejam notificadas. Será assim durante toda a semana, até a primeira segunda-feira de fevereiro.
A Prefeitura tentará montar um esquema de transporte alternativo, mas, se conseguir, ele será muito parcial.
Ou seja, a população precisará ter paciência, mais uma vez. Agora com uma boa justificativa.
Informações: Informe Blumenau