quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Transporte coletivo de Blumenau terá novo contrato emergencial, com tarifa reajustada

Não.  Não há novidade no título acima e, até provem em contrário, irregularidade alguma no momento que vive o transporte coletivo de Blumenau.
Foto: Fabrício Theophilo / Informe Blumenau
Mas a informação é simbólica. E sintomática dos desdobramentos da mais grave crise no sistema já vivido na cidade.
Nesta quarta-feira, 18,  o prefeito em exercício, Mário Hildebrandt (PSB), assina um novo contrato emergencial com a Viação Piracicabana e no dia 21, sexta, acontece o reajuste da tarifa para R$ 3,85, 20 centavos a mais. O contrato emergencial é o terceiro desde aquele assinado por Napoleão Bernardes (PSDB) no dia 25 de janeiro de 2016, dois dias depois de decretar a caducidade do Consórcio Siga.
A Piracicabana, até então desconhecida da população, foi escolhida para operar o sistema,  com uma tarifa reajustada dias antes. Por força do contrato com o Siga, a Prefeitura reajustou a passagem para R$ 3,65, mesmo com o péssimo serviço prestado e a decisão já tomada de refazer o edital de licitação do transporte coletivo.
Deram para a Piracicabana o reajuste que o Siga mereceria por força de lei, caso estivesse prestando um serviço adequado.
No começo foi aquele caos que todos lembram. Esperado e alertado, diga-se de passagem. Mas foi um caos.
Hoje o serviço melhorou muito na relação com o começo da operação, mas ainda é deficiente. E sem algumas exigências que as três empresas do Consórcio eram obrigadas a cumprir, e no caso, gastar.
Não tinha justificativa em janeiro de 2016 e não existe agora. O serviço prestado não condiz com aumento de tarifa.
Mas a Prefeitura optou em dar, assim como fez há um  ano.
O Grupo Comporte, da família Constantino, que tem a Piracicabana como uma das empresas, tem tudo para vencer a licitação em Blumenau, cujo prazo para inscrição de propostas encerra-se no dia 30. Ou seja, ganha um novo contrato, com valores reajustados  e ainda pode vencer a licitação e ficar na cidade por pelo menos duas décadas.
Sinceramente, gostaria de ver a Prefeitura mais preocupada com os usuários do que com a Piracicabana.
De Alexandre Gonsalves
Informações: Informe Blumenau

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