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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Prefeitura anuncia aumento de passagem de ônibus em Curitiba

A prefeitura de Curitiba anunciou nesta sexta-feira (3) o valor da nova tarifa de ônibus que passará a vigorar a partir da próxima segunda-feira, dia 6 de fevereiro. Segundo Urbs, esse valor ficará em R$ 4,25 para o passageiro - o que significa um aumento de 15% em relação ao valor atual.
 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Em comunicado, a prefeitura justifica o reajuste como “necessário para recompor o equilíbrio econômico-financeiro do sistema de transporte público e permite a retomada de investimentos que tragam melhorias para os passageiros”.
A nota diz ainda que “além da renovação da frota, será possível implantar o ônibus Ligeirão para atender a linha Santa Cândida-Capão Raso”.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) afirmou que a elevação da tarifa social para R$ 4,25 não altera a remuneração das empresas, que continuam recebendo R$ 3,6653 por passageiro pagante. A data-base para o reajuste da tarifa técnica é 26 de fevereiro.
Segundo a prefeitura, ainda não há uma definição sobre o novo valor da tarifa técnica, aquela que é repassada às empresas.

Fim da domingueira

Além de anunciar o aumento, a prefeitura também decidiu extinguir a tarifa diferenciada que é cobrada aos domingos - conhecida como domingueira. Isso significa que o mesmo valor pago nas tarifas de dia de semana também será cobrado aos domingos.
Também a partir de segunda-feira, a passagem do Circular Centro passará a custar R$ 3,00.

Reajuste dos salários

O reajuste da passagem de ônibus em Curitiba ocorre sempre no mesmo mês em que o sindicato dos motoristas e cobradores (Sindimoc) e das empresas (Setransp) definem o novo valor do salários dos trabalhadores do transporte.
O acordo deste ano ainda está em negociação, mas o primeiro pedido dos motoristas e cobradores é de 15% de reajuste salarial, abono de R$ 500 e auxílio-alimentação igual ao pago aos trabalhadores da Urbs.
Pela proposta dos funcionários, o benefício deve alcançar R$ 977,22, somando o auxílio-alimentação de R$ 670,48 e o crédito no cartão-alimentação de R$ 306,74. Hoje, o benefício pago é de R$ 500 mensais, por meio de um cartão alimentação.
Se levado em conta apenas o valor pedido inicialmente pelo Sindimoc, o impacto na tarifa técnica - que é pressada às empresas - seria de, pelo menos, R$ 0,22.
Informações: Gazeta do Povo

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Em Curitiba, Carga de créditos no cartão transporte cresce 160% em dois anos

A carga de passagens no cartão transporte de pessoas físicas (o que exclui o vale transporte) cresceu 160% desde a ampliação dos locais de recarga e do lançamento do cartão avulso, em agosto de 2014. O total de créditos adquiridos nos cartões transporte passou de 1,7 milhão, em julho daquele ano, para 4,5 milhões em maio passado.

O aumento na carga de créditos por pessoa física também foi acompanhado pelo crescimento da utilização do cartão transporte, uma das principais ferramentas de segurança de usuários e operadores. A utilização do cartão, que nos últimos anos ficava em torno de 49%, hoje chega a 60% das viagens. Isso significa que dos 17,5 milhões de passageiros pagantes de maio, apenas 7 milhões pagaram a passagem em dinheiro.

Sob o ponto de vista de segurança, os 4,5 milhões de créditos adquiridos por pessoas físicas em maio representam R$ 16,5 milhões em espécie que deixaram de circular no sistema, em ônibus, estações e terminais apenas no período.

Esses números também mostram a importância das medidas adotadas pela Prefeitura para facilitar a vida do usuário do transporte coletivo. Até julho de 2014, só era possível carregar o cartão pela internet ou na tesouraria da Urbs e, até então, só existia o cartão emitido na Urbs ou em postos em Ruas da Cidadania.

A partir de 1º de agosto daquele ano, o cartão passou a ser recarregado em outros 23 endereços entre praças no centro da cidade e pontos comerciais nos terminais, e o usuário pode contar com a possibilidade de, nos mesmos endereços, comprar e carregar o cartão transporte avulso. Atualmente são quase 90 mil cartões transporte avulsos em circulação. Somados aos vale transporte, isentos e estudantes, a cidade tem em torno de 1,6 milhão de cartões transporte ativos.

Exclusividade

A adoção de exclusividade do cartão em 66 linhas em que, até então, a cobrança da passagem era feita pelo motorista, não chegou a ter um impacto significativo na utilização de créditos de transporte no sistema como um todo. É que em torno de 60% dos 70 mil passageiros/dia dessas linhas já tinham cartão transporte – isento, estudante ou usuário.

O uso do cartão para pagamento da passagem nessas linhas resolveu um antigo problema – a chamada dupla função – sem aumentar o custo do sistema e ampliando a segurança dos motoristas e usuários na medida em que retirou dinheiro vivo de dentro dos veículos. A adaptação dos ônibus representaria uma despesa de quase R$ 2 milhões, e o trabalho de cobradores custaria em torno, à época, de R$ 1,2 milhão por mês.

Embora de menor impacto no volume de créditos que passaram a ser utilizados no sistema, a exclusividade do cartão nestas linhas contribuiu de forma significativa na conscientização dos usuários para utilização do cartão.

Como forma de alertar os passageiros para a nova exigência, a Prefeitura fez uma ampla divulgação junto aos veículos de comunicação ao mesmo tempo em que a Urbs distribuiu avisos em todo o sistema e abriu postos volantes para emissão do cartão.

Uma kombi adaptada virou posto de emissão de cartões atendendo milhares de pessoas nas proximidades da Catedral, no centro da cidade. Outros dois postos temporários foram instalados nos terminais Cabral e Santa Felicidade. Alguns meses depois, a Urbs abriu um ponto fixo de atendimento ao usuário, com emissão do cartão no Terminal Santa Felicidade.

Como fazer

A primeira via do cartão transporte é feita gratuitamente na Urbs e nos postos de atendimento na Rua da Cidadania. O usuário deve ter mais de 18 anos, apresentar documento pessoal com foto e comprovante de endereço. Menores devem estar acompanhados de pais ou responsáveis. O cartão é feito na hora e só há cobrança de taxa, equivalente a cinco passagens, para emissão de segunda via.

Ao fazer seu cartão o usuário pode escolher um número determinado de créditos a serem usados por dia, ampliando assim a segurança em caso de roubo ou extravio. Nestes casos, basta ligar para o 156 e pedir o bloqueio. Os créditos existentes ficarão no sistema à disposição do usuário e serão carregados automaticamente em caso de desbloqueio (o que só pode ser feito pelo usuário) ou emissão de segunda via.

Com o cartão emitido pela Urbs, o usuário pode utilizar a integração temporal existente na linha Interbairros I, na estação Santa Quitéria com a linha Vila Velha Barigui, nas linhas Jardim Ipê e Raposo Tavares e nas estações da Linha Verde.

No caso do Interbairros I, por exemplo, o cidadão pode fazer integração com qualquer outro ônibus ou estação e terminal, no prazo de duas horas sem pagar nova passagem. Na Linha Verde é possível, no prazo de cinco minutos, sair de uma estação e entrar na estação em frente, pegando o ônibus no sentido contrário sem pagar nova passagem.

Outra vantagem é a integração temporal com as Ruas da Cidadania e com o Shopping Popular (no caso do Capão Raso) o que permite que o usuário saia do terminal, utilize serviços disponíveis nas Ruas e retorno, desde que dentro de duas horas, sem ter que pagar nova passagem.

Avulso

Lançado para quem utiliza ônibus apenas eventualmente, está de passagem pela cidade ou em alguma emergência em que precise usar uma das 66 linhas que não aceitam pagamento em dinheiro, o cartão avulso é recarregável e dá acesso a todo o sistema. No entanto, ao contrário do cartão emitido na Urbs, não permite integração temporal nem bloqueio de créditos.

É em função disso que no cartão avulso a carga máxima é de 25 créditos (no cartão usuário são 220 passagens). A vantagem é que ele pode ser comprado na hora em que é necessário sem necessidade de apresentação de documento.

O cartão avulso custa R$ 3 e a primeira carga é gratuita. As demais operações de recarga custam R$ 1 na rede credenciada, tanto para o avulso quanto para o cartão usuário. A carga dos dois cartões também pode ser feita, neste caso sem custo, na tesouraria da Urbs, no prédio central da rodoferroviária.

Para ter cartão transporte – seja avulso ou Usuário – não é preciso morar em Curitiba. A emissão do cartão transporte é feita pela Urbs de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h, nos postos da Urbs na Rodoferroviária e nas Ruas da Cidadania Boa Vista; Boqueirão; Cajuru; Matriz, Pinheirinho, Portão, Santa Felicidade e Tatuquara.

Informações: Urbs

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Tarifa do ônibus em Curitiba sobe para R$ 3,70

O passageiro de Curitiba vai pagar R$ 3,70 para andar de ônibus a partir da próxima segunda-feira, dia 1º de fevereiro, em um aumento de 12,12% sobre o valor atual. O reajuste foi definido pela Urbs, empresa que administra o sistema, e anunciado em entrevista coletiva no início da tarde desta sexta-feira (29). Com isso, os usuários do transporte coletivo da capital tem pouquíssimo tempo para carregar os seus cartões-transporte até que a nova tarifa passe a valer, e assim aproveitar o valor antigo da passagem, que é de R$ 3,30.
Ainda poderá haver novo reajuste nos próximos dias, dependendo da negociação salarial entre trabalhadores e empresas do sistema. A database da categoria também ocorre em 1º de fevereiro e o Sindimoc, que representa os motoristas e cobradores de Curitiba, não aceitou a proposta feita até agora dos empresários. Os patrões ofereceram a reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), bônus de R$ 380 em uma só parcela e R$ 45 de aumento no cartão-alimentação. A categoria tem assembleia marcada na próxima segunda, às 20 horas, para definir rumos da negociação.
A tarifa atual, de R$ 3,30, é considerada defasada pelos empresários, que têm frequentemente atrasado os salários de motoristas e cobradores. Isso gerou diversas greves e paralisações parciais dos ônibus em 2015 e neste início de ano. Para evitar que a situação se repita, a prefeitura aceitou aumentar o valor mesmo antes de a negociação salarial acabe.
Informações: Gazeta do Povo