sábado, 18 de fevereiro de 2017

Prejuízo das empresas de ônibus de Curitiba foi de R$ 1,3 bi, diz sindicato

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) relatou, nesta sexta-feira (17), que as empresas tiveram uma perda financeira de R$ 1,3 bilhão desde 2010. A afirmação foi feita baseada em um estudo encomendado pelo Setransp.
Resultado de imagem para onibus curitiba
De acordo com o Setransp, os desequilíbrios econômico e financeiro foram provocados pelo não comprimento dos contratos por parte da  Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) – autarquia responsável pela gestão do transporte coletivo na cidade – e, principalmente pela queda no número de usuários que pagam as passagens.
Os contratos de concessão, com os três consórcios que operam na capital paranaense, começaram em 2010 e vão até 2025.
"As empresas, se tivessem que ter feito, já teriam feito”, afirmou o diretor do Setransp, Luiz Lenz Cesar, ao ser questionado se as empresas cogitam a possibilidade de romper os contratos.
"Em respeito ao cidadão, em respeito ao nosso passageiro, em respeito aos curitibanos, as empresas estão se sacrificando ao ponto de não ter mais nenhum crédito na praça a fim de que o transporte continue sendo rodado em Curitiba", disse Luiz Lenz Cesar.
Outro lado
Em nota, a Urbs informou que não tomou conhecimento da apresentação do Setransp. Porém, reforçou que, quando as empresas assinaram os contratos, tinham pleno conhecimento das regras estabelecidas no edital de licitação.

Impasse tarifa
Na quinta (16), oTribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu, por meio de uma liminar, a medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) que determinava que o preço antigo da tarifa do transporte público da capital paranaense voltasse a valer nas catracas.

Na prática, isto significa que os usuários continuam pagando R$ 4,25 pela passagem. No dia 6 de fevereiro, o preço da tarifa foi reajustado em quase 15% – passando de R$ 3,70 para R$ 4,25.
A Prefeitura de Curitiba havia impetrado, na quarta-feira (15), um mandado de segurança no TJ-PR contra a cautelar do TCE-PR de revogar o aumento da tarifa.
Para o desembargador do TJ-PR Leonel Cunha, não houve falta de transparência em relação à tarifa, como tinha alegado o TCE-PR.
Infográfico sobre a tarifa
O prefeito de Curitiba Rafael Greca (PMN) publicou no Facebook um infográfico – intitulado de "Saiba onde vai cada centavo da sua passagem" – sobre a tarifa do transporte público.

De acordo com a composição da tarifa divulgada pelo prefeito, 53,77% do valor dela – o equivalente a R$ 2,2848 – é destinado a custos administrativos e salários e encargos de motoristas, cobradores e funcionários do transporte.
O Setransp afirmou, no dia que o reajuste foi divulgado pela administração municipal, que a elevação da tarifa para R$ 4,25 não alterava a remuneração das empresas.
O segundo maior índice que aparece no infográfico de Rafael Greca é voltado para combustível e lubrificantes: 15,53% (R$ 0,6602).

Nenhum comentário:

Postar um comentário